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O Instituto Pensamento Ecológico apoia e convida para o terceiro encontro do Grupo de Discussão Arte na Contemporaneidade, trazendo o artista Otávio Schipper que apresentará seus trabalhos e vai falar de sua trajetória artística e de seu processo de criação.




 

Painel: Pintores Naifs do Rio de Janeiro na Livraria da Travessa (Shopping Leblon)


No dia 21 de janeiro de 2015 foi realizado o segundo encontro do 'Grupo de Discussão Arte na Contemporaneidade', no auditório da Livraria da Travessa (Shopping Leblon - RJ).

Os encontros são promovidos pelo IIAN (Instituto Internacional de Arte Naif) e apoiados pelo Instituto Pensamento Ecológico. Nessa edição, o tema foi 'Painel: Pintores Naifs do Rio de Janeiro'.

Tivemos seis artistas convidados: Ana Camelo, Berenic, Dalvan, Ermelinda, Helena Coelho e Helena Rodrigues.

Os artistas naifs, radicados no Rio de Janeiro e com projeção internacional, apresentaram seus trabalhos e falaram sobre sua obra, vida e processo criativo.

Estamos disponibilizando o material com a transcrição das falas dos artistas e fotos do evento (abaixo).




Clique nos nomes abaixo e veja a resenha completa de cada artista aqui no nosso blog:

Helena Rodrigues (em andamento)


Créditos da Apresentação


Conteúdo
ALVARO NASSARALLA e AUGUSTO SILVEIRA 

Arte e Diagramação
ALVARO NASSARALLA 

Edição de Imagens
ALVARO NASSARALLA

Fotografias
JOÃO FONSECA


Fale Conosco: 

Augusto Silveira 

(55 21) 99619-9331 

Alvaro Nassaralla 

Fitoforma de fato

Clique na imagem para abrir o vídeo:
 
 
Vídeo de parte da apresentação o Dito e o visto


"A vida como fato se fitoforma em sua diversidade, se autofita em vistas e fitas coloridas, de verdes que se avermelham de vermelho carmim de sangue , transubstancializando-se em seiva revitalizante fitoformadora da vida".

Dançando sonhando


Dançando sobre mim - o sono

Sonhando sobre mim, eu danço

Sobre o sono, uma dança

Sobre a dança, puro sonho


18/fev/2014

MAGIA, MULHER E LUA


MAGIA, MULHER E LUA

Acima da cintura, a mulher.

Acima da mulher, a lua.

Abaixo da cintura, as serpentes.

Abaixo das serpentes, apenas nuvens e nuvens.

Texto e Fotogravura: 
José Augusto Silveira 
Fev/2014

Política, eleições e contemporaneidade

"Tanshumanidade"
José Augusto Silveira
Por José Augusto Slveira
09/out/2012

 
Os resultados das eleições na cidade do Rio de Janeiro em 2012 demonstram um sistema político-eleitoral falho em termos de uma comunicação equitativa entre os seus participantes, como também uma sociedade dividida em dois segmentos. Por um lado, a sua maioria toma uma postura conservadora, levando em conta apenas a gestão eficiente, sem grandes preocupações com questões éticas. Por outro lado, um segmento menor, em que se deseja bons resultados de gestão, acompanhados sempre por um posicionamento ético nas questões políticas.


Eduardo Paes estruturou sua campanha coligado com 19 Partidos Políticos, tendo amplo financiamento e tempo de televisão, alcançando aproximadamente 64% dos votos válidos, e Freixo, sem coligação, com finaciamento e tempo de televisão reduzidos, conseguiu um percentual de 28%.


Um outro fato importante, foi a atenção dos eleitores em relação a polarização entre os candidatos Paes e Freixo, tornando quase que totalmente nula a visibilidade dos outros candidatos de oposição.


Isso nos motiva a refletir de uma maneira crítica sobre esse processo para assim podermos entender quais as modificações de nossa sociedade que contribuíram na produção desse cenário.


Analisando inicialmente a grande quantidade de partidos coligados na campanha do candidato Eduardo Paes, já temos a nítida impressão de que tais partidos não possam representar, de forma alguma, diferentes propostas políticas para o planejamento e gestão da cidade. Vemos, assim, uma necessidade urgente de modificação no nosso sistema político-eleitoral.


Outro aspecto importante é a desproporção dos recursos financeiros entre os candidatos, resultando em estruturas de campanha com capacidades muito diferenciadas em alcançar o eleitor e conseguir uma comunicação eficiente de suas propostas de mandato.


A capacidade maior de repetição de imagens, bem como de falas, de um candidato em relação ao outro pode acabar sendo um fator decisivo na assimilação das propostas.


Também, o tempo desproporcional de exposição na mídia televisiva, mesmo com o avanço dos recursos de comunição via internet, como redes sociais, blogs e outros, ainda pode ter uma importância enorme na decisão de votos dos eleitores.


Além desses fatores relacionados acima, temos que considerar ainda as características atuais da sociedade, tais como a despolitização crescente da população, o aumento acelerado do hiperindividualismo e o avanço do consumismo em detrimento da cidadania.


Essas características de nossa sociedade atual levam a posturas quase sempre hiperpragmáticas: o que se quer é apenas ver os resultados práticos, materiais, não nos importando os meios para alcançá-los. Os aspectos éticos não são levados tanto em consideração. Na verdade, de uma maneira simplificada, a sociedade demanda unicamente uma espécie de síndico para conduzir a gestão da cidade.


O cidadão, hoje predominantemente consumidor, até mesmo no período eleitoral (e pior, ainda pode ser vítima de estratégias de marketing eleitoral enganoso), não quer mais de maneira alguma estar envolvido nas questões de responsabilidade cidadã e democrática, como a fiscalização dos seus representantes, tanto do legislativo quanto do executivo, ou mesmo uma participação mais ativa no planejamento e vida comunitária de seu bairro.

 
Acredito que são essas circunstâncias que nos levaram a eleger com aproximadamente 64% uma candidatura a meu ver conservadora, porém, técnico-modernizante, e menos de 30% dos votos dirigidos ao candidato opositor, preocupado com a ênfase na ética e na corrupção na política, dando como exemplos a erradicação da atividade miliciana como questão importante de estado e o julgamento do então chamado ‘Mensalão”.


Importante ressaltar que embora os seguimentos da faixa etária intermediária e avançada da sociedade se mostrem indiferentes a essas questões, por outro lado, a faixa dos novos jovens (aproximadamente entre 18 e 25 anos) demanda uma postura considerada pelas suas gerações anteriores como até cafona: a boa notícia é que esses jovens estão reintroduzindo a necessidade de falas mais emocionais porém propositivas na política, e mesmo com componentes mais ideológicos, e a ênfase na questão da ética, vivenciadas há décadas atrás.
 

Notas da Palestra Fritjof Capra no Rio de Janeiro em 28/03/12


Por Alvaro Nassaralla

O mundo não é mais visto como uma máquina conforme o paradigma cartesiano. Nós descobrimos que a realidade material é uma rede inseparável (indivisível) de elementos.

A visão do corpo humano como mente separada do restante foi ultrapassada e indica que estamos tomando outras direções.Todas as células do corpo formam um sistema cognitivo, integrado.

A evolução não é mais vista como uma competição e, sim, como uma dança e a emergência contínua de novas estruturas.

Uma nova ciência qualitativa vem emergindo novamente. Um dos insights mais importantes dessa nova compreensão da vida é o entendimento das redes: onde se vê vida se vê redes. Uma vez que uma rede é um padrão de conhecimentos, devemos aprender a pensar em termos de relacionamento, que é o pensamento sistêmico.

Em termos de métricas, não podemos medir os relacionamentos, mas mapeá-los; então, temos de passar da mensuração para o mapeamento, da quantidade para a qualidade.

O mapeamento de relacionamentos (em rede) irá levar a padrões, por exemplo, ciclos, etc, sistemas não-lineares.

Nenhum organismo consegue viver isoladamente

A natureza sustenta a vida criando e provendo as comunidades. Nenhum organismo consegue viver isoladamente: tanto os animais quanto as plantas e os microorganismos. A sustentabilidade não é uma propriedade individual, mas uma propriedade de toda uma rede de relacionamentos.

Esta rede de vida não-linear contém circuitos de retroalimentação através dos quais o planeta se regula. O crescimento em um ecossistema não é linear, ele se retroalimenta com seus movimentos naturais. Para tanto, precisa da diversidade.

A diversidade vai assegurar a resiliência: quando mais diverso, mais adaptado e mais resiliente o ambiente será.

A forma de sustentar o que existe será adotar um processo de co-evolução, não estático, em movimento.

Alfabetização ecológica (Eco-literacy)

A alfabetização ecológica (Eco-literacy) deve se tornar uma pedra angular para a educação em todos os níveis, e como um princípio para nossos líderes empresariais e políticos.

À medida que as manifestações de nossa crise ambiental global se tornam cada vez mais pronunciadas, pensar sistematicamente - em termos de relações, padrões e processos - será uma habilidade crítica para educadores, políticos, líderes empresariais e profissionais em todas as esferas.

O dilema fundamental subjacente a todos os problemas de sustentabilidade está na crença irracional do crescimento perpétuo, o qual é sutentado pelos economistas. (Nota minha: algo como os alquimistas que buscavam descobrir como fazer ouro).

Tudo isso é alimentado pelo materialismo e pela ganância. Os economistas se recusam a colocar o custo ambiental em suas mercadorias. Se o preço da gasolina tivesse de incluir os danos ambientais e os gastos militares no Afeganistão e Iraque, que estão diretamente relacionados a obtenção do petróleo, o preço da gasolina seria 50 dólares o barril ao invés de 5.

A ética está ausente da economia global. Essa dinâmica fatal está cada vez mais sendo reconhecida.

Um Paper está sendo preparado para Rio+20 por dezoito cientistas premiados, incluindo Hazel Henderson. O Paper diz que o mito do crescimento perpetua e propaga a falácia de que esse crescimento indiscriminado é a cura para todos os males. Mas na verdade ele é o câncer para todos os desafios globais que estamos encontrando.

Crescimento bom e crescimento ruim

Os indicadores econômicos devem incluir todos os custos socioambientais.
A superexpansão de serviços financeiros tem sido um parasita na economia real. Esses serviços não são para atender as pessoas, mas para atender a uma ganância infinita das empresas do setor financeiro.

Estamos dentro de uma economia materialista e de grande desperdício, exacerbada por descartes de resíduos não recicláveis. Como podemos entrar numa economia de regeneração, de crescimento qualitativo? Isso inclui, um aumento de complexidade, maturidade e sofisticação do pensamento humano.

O qualitativo é uma propriedade de um processo sistêmico e devemos criar uma coleção de indicadores econômicos como probreza, fome, doenças, etc.

O crescimento bom inclui a produção e descarte sustentáveis e o crescimento interno do aprendizado e da maturidade das pessoas e da coletividade. Também devemos considerar as emissões zeradas e restauração dos ecossitemas destruídos.

Mais detalhes no artigo Qualitative Growth: A conceptual framework for finding solutions to our current crisis that are economically sound, ecologically sustainable, and socially just .

Algumas ideias de indicadores para uma cidade ou país

- Pegada ecológica – É a quantidade de terra produtiva para atender as necessidades de uma pessoa e atender também seus descartes. A pegada média mundial é de aproxidamadanete 3 hectares por pessoa. No Brasil é 3, nos EUA é 8. Mas a capacidade da Terra é de 2 hectares por pessoa (Mais detalhes ver: ONG Global Footprint Network).

- Transition Town Moviment – Transição de uma economia baseada em combustíveis fósseis para não-fósseis. Rob Hopkins, no livro The Transition Handbook, diz que se pode medir se uma cidade está em transição pelo percentual do comércio local que se dá na moeda local, quantos empregos são ocupados pelos residentes locais, quantos negócios locais são geridos por pessoas locais, etc.

Mais detalhes: The Transition Handbook: from oil dependency to local resilience - Rob Hopkins


Como se fazer a alfabetição ecológica? (Eco-literacy)

Na prática, pode ser feita de muitas formas diferentes. Escrevemos dois livros chamados: Educação Ecológica, já traduzido para o Brasil, e o outro será piblicado e é destinado a graduação universitária que se chama A visão sistêmica da vida.

Nos EUA, a Second Nation ensina como se ensinar educação ecológica.

Sustentabilidade e produtos

Antes de melhorar todos os processos produtivos e torná-los absolutamente sustentáveis, é preciso pensar se precisamos de fato desse produto em questão. Por exemplo, em São Paulo o carro não vai aumentar a mobilidade das pessoas. Um empresa de carros deve se ver como uma empresa de mobilidade e ver como as pessoas podem se deslocar de maneiras mais ecológicas, como eles podem trabalhar mais próximas de suas residências, etc. Esse deve ser o negócio das montadoras.

A passagem para as tecnologias de Eco-design também vai dar emprego para muitas pessoas.

Como podemos transformar o pensamento competitivo em cooperativo?

A comunidade é um fator da maior importância para essas questões. Para criar uma comunidade é preciso tratar os relacionametno dentro desse sistema. O crescimento econômico desenfreado se vê mantido e imposto através da persuasão e convencimento da propaganda. Podemos aprender a encontrar a felicidade não no consumo e, sim, nos relacionamentos comunitários. É nessa área que o Brasil poderia ser líder mundial. O brasileiro tem um afeto muito grande pelos relacionamentos.

O que os líderes precisam aprender para fazer essa transformação?

Quero destacar dois tipos de poder diferentes: o primeiro é de dominar as pessoas e esse é praticado através da hierarquia. Mas há um segunda forma de poder que é a capacidade de empoderar as pessoas, conectando-as em uma rede associada a você. Então, você não precisa dizer o que as pessoas têm de fazer mas, sim, transferir poder para elas.

Devemos mostrar aos líderes que eles estão vivendo em um mundo conectado em redes, redes globais, e não tem como fugir disso se você quiser continuar tendo sucesso em suas atividades.

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Fritjof Capra é autor de cinco best-sellers internacionais, O Tao da Física (1975), O Ponto de Mutação (1982), Sabedoria Incomum (1988), A Teia da Vida (1996) e As Conexões Ocultas (2002). Ele é co-autor de Política Verde (1984), Pertencente ao Universo (1991), e EcoManagement (1993). Seu livro mais recente é A Ciência de Leonardo Da Vinci (2007).

Respeito à Diversidade: Questão de Princípio para o Partido Verde

Verdes se mobilizam contra aprovação de projeto de lei que incentiva a homofobia na educação carioca

O Partido Verde, coerente com sua história, sempre na vanguarda em defesa de seus ideais por uma sociedade livre de qualquer preconceito e intolerância, tomará um conjunto de ações para impedir o êxito do PL1082/2011 – proíbe a distribuição de material didático sobre diversidade, sexualidade e respeito às diferenças nas escolas do município do Rio.

Os verdes são radicalmente contrários à aprovação de qualquer conteúdo que verse contra o combate à intolerância, ou seja, que estimule o preconceito; sendo assim se posicionará judicialmente, nas redes sociais e imprensa desta forma. O PV também fará parte da mobilização, engrossando as fileiras dos movimentos sociais libertários contra qualquer tipo de preconceito na luta contra a aprovação do Projeto de Lei.

A bancada de vereadores do partido na Câmara Municipal promoverá em plenário a apresentação de emendas que retirem o projeto de pauta, buscando impedir sua aprovação, haja vista a maioria de votos favoráveis da última sessão, em 1ª discussão, em 22/03. Se não for possível derrubar o projeto no voto, o Partido Verde estará pronto para usar mecanismos regimentais para tirá-lo de pauta indefinidamente, impedindo que seja aprovado.

O projeto de lei voltará a ser debatido amanhã, 27/03, para ser votado em definitivo em 2ª discussão. O PVRJ convida todos os “verdes” para se mobilizarem contra esse PL homofóbico, amanhã, 27/03, 14h, no plenário da CMRJ vestindo a camisa: “Eu respeito à diversidade”.

www.pvrj.org.br

Mesa Redonda: Cenários para a oposição política nas eleições de 2012

Texto do pronunciamento de José Augusto Silveira / Pres. do PV da Cidade do Rio de Janeiro


Teatro João Theotônio / RJ
08-fev-2012


Gostaria de iniciar a minha fala fazendo a constatação de que para o cenário das eleições deste ano, os partidos políticos que se situam no campo da oposição em nossa cidade têm posições bastante heterogêneas nas suas visões políticas, encontrando portanto dificuldades na formulação de estratégias eleitorais que sejam comuns a todos para podermos disputar com eficiência a Prefeitura de nossa cidade.

Por outro lado, também acredito que esta constatação pode ser utilizada de modo positivo, pois agora estamos conscientes das nossas diferenças e devemos nos esforçar ao máximo para encontramos juntos pontos em comum e, assim, marcharmos unidos nesse processo eleitoral .
Para melhor estruturar o tema, vamos aqui conceituar o campo da oposição, constituindo-se de quatro principais grupos políticos: o primeiro deles, predominantemente ideológico; o segundo, baseado em experiências passadas no poder e em estilo já experimentado de gestão. O terceiro, de viés fortemente religioso. E o quarto, fundamentado principalmente no conceito de sustentabilidade ampla em todos os campos da atividade humana.

O primeiro grupo se caracteriza como o setor de oposição mais tradicional e é constituído primordialmente por razões puramente ideológicas. É a velha questão da direita versus esquerda, conceito bastante discutível já faz algum tempo. Este grupo faz parte de um espectro ideológico que varia em seus níveis de radicalidade, muitas vezes chegando, em casos extremos, a serem totalmente avessos ao sistema e tendo assim como objetivo a substituição do mesmo até pela via revolucionária. Como exemplo, poderia citar os Partidos situados mais radicalmente à esquerda ou à direita no cenário ideológico.

Essa posição ideológica mais extrema é bastante perigosa, pois não podemos esquecer que no século passado ela foi um fator importante na deflagração de guerras de amplitude mundial, e de totalitarismos como o nazismo, o fascismo e o comunismo, e mesmo em algumas democracias, as quais poderiam ser denominadas como democracias autoritárias.

Dentro desse primeiro grupo ideológico, encontramos um segmento com postura menos radical, fazendo no entanto críticas ainda contundentes – mas normalmente justas em relação ao sistema – e abertos à alguma possibilidade de negociação em pontos específicos da gestão pública.
Outro grupo, esse já menos ideológico e mais orientado pelos conceitos modernos de gestão, defende o retorno de esquemas políticos que já exerceram o poder anteriormente por acreditarem que esses obtiveram maior eficiência na condução da administração pública. Talvez poderíamos aqui citar o DEM no plano Municipal e o PSDB no plano Federal.

Na verdade, seria unânime para todos nós, a constatação da pouca eficiência do atual governo em relação à saúde no caso do mau atendimento nos hospitais municipais, bem como do aumento dos casos de dengue noticiado hoje mesmo no jornal “O Globo”.

Ainda, um terceiro grupo situado no campo da oposição é aquele que baseia sua estratégia e ação políticas, inclusive eleitoral, em aspectos fundamentalistas das crenças religiosas. Esse grupo, muitas vezes, tem dificuldades em assumir posturas políticas mais libertárias. Além disso, a escolha eleitoral (que deve ser baseada em princípios racionais) é substituída por uma decisão de voto baseada na orientação religiosa. Essa postura pode deslocar a responsabilidade da formulação das leis pelos representantes democraticamente eleitos (representando, portanto, a soberania popular) para leis demandadas por um poder religioso superior.

Muito preocupante, embora espere ser uma minoria (e até mesmo não citado entre os quatro principais por não pertencer ao processo político legítimo e sim o que consideramos como politicagem), temos um grupo que vou descrever apenas de passagem. Esse grupo não vê a conquista do governo a não ser para aproveitamento pessoal ou de segmentos que o apóia. Ele representa o fim da política como meio para alcançar o bem comum público e significa a vitória do hiper-individualismo e o fracasso da ética (e que estão infelizmente já difundidos em quase todas as atividades da sociedade).

Antes de passarmos para o último grupo político situado no campo da oposição, gostaria de comentar brevemente alguns fatos ocorridos recentemente.

O primeiro diz respeito ao desabamento de três edifícios no centro da cidade acontecido há poucos dias atrás causando uma sensação de pânico e impotência entre todos nós. Evidencia-se nesse episódio a negligência do poder público no não cumprimento de sua responsabilidade de fiscalização das obras nas edificações privadas e, talvez, até mesmo das públicas de nossa cidade. Outro aspecto curioso é a priorização da rápida higienização do local, agilmente removendo os entulhos para lixões – ainda contendo até mesmo corpos ou seus fragmentos – sem o empenho maior de removê-los ainda no local, desrespeitando a dor das famílias envolvidas na catástrofe. Ao passar por esse local poucas horas depois, já o encontramos fora de vista dos transeuntes, isolado por um tapume bastante estético e de cor branca, dando a impressão não mais de tragédia, mas de uma nova área da cidade a ser reconstruída ou revitalizada. O esquecimento do triste episódio é ainda favorecido pelo movimento dos blocos carnavalescos do final de semana que praticamente enterraram os mortos não encontrados no local.

Outro episódio bastante representativo do uso e do abuso da privatização do público ou de como o setor público se relaciona com o privado foi a tragédia ocorrida, há poucos meses atrás, na queda de um helicóptero de uma empresa privada que transportaria um político carioca, em que eram evidentes as relações de comprometimento empresarial entre o Governo e os proprietários da aeronave. Essa recente situação traduz conduta certamente não ética na relação entre gestor público e a participação de empresas do setor privado.

Ao terceiro episódio, vamos chamar de “o caso dos helicópteros”. Os moradores das regiões da faixa situada entre as margens da Lagoa Rodrigo de Freitas e o Cristo Redentor (bairros de Humaitá, Jardim Botânico e Lagoa) se uniram para protestar contra o uso abusivo de helicópteros utilizados no setor de turismo para visitação do Monumento do Cristo Redentor, que inegavelmente é um cartão postal da cidade, mas produzindo um barulho constante e infernal que alcança mais de 180 decibéis, acima, portanto, dos limites definidos legalmente para ruídos urbanos. Então, os residentes na região reuniram-se em frente ao heliporto para protestar quanto à localização do mesmo, que segundo os envolvidos ocupa irregularmente a área, e pedir uma regulamentação mais justa e que leve em conta não só os interesses empresariais, mas também os dos moradores da área afetada.

Esse fato retrata muito bem que a estratégia de gestão do Governo para a cidade não tem mais como prioridade o bem estar, o conforto e a segurança de seus moradores, e, sim, como um fator de empreendimento que possa gerar grandes lucros para o esse Governo e para um número restrito de grandes empresários. Precisamos urgentemente equilibrar os interesses de moradores da cidade, nos quais me incluo, e as ações do Governo no nosso dia-a-dia. Nossos interesses são apenas lembrados no período eleitoral através das peças publicitárias e do marketing político altamente sofisticados e caros, que na maior parte das vezes servem apenas para escamotear verdades ou prometer coisas que não serão cumpridas ou cumpridas de uma maneira enviesada, sendo muitas vezes mais benéficas para os grupos empresariais – que não raro contribuem para os financiamentos de campanha – do que para a maioria dos cidadãos comuns.


Por fim, encontramos o quarto grupo formado por aqueles (nos quais o PV se encontra) em que se percebe a insatisfação diante dessa realidade, principalmente pela falta da ética na política e da não preocupação por parte do Governo das reais necessidades e interesses dos cidadãos. Percebemos claramente a existência de um novo momento do mundo da política, momento esse que exige novas posturas para se ter sucesso em nossas ações.

Precisamos de inteligência, criatividade e sensibilidade para que nossas propostas sejam condizentes com a realidade do mundo que se descortina nesse nosso novo século, usando de maneira eficiente as novas tecnologias, mas sem nos esquecermos dos fundamentos do humanismo conquistados duramente ao longo da história de nossa civilização.

Temos, também, de aceitar a realidade expressa na globalização, de uma maneira mais crítica, estimulando os fluxos de comunicação de uma forma ampla, mais transparente, difundindo para o mundo as verdades, não as simplesmente de conveniência de grupos, de regiões ou de países específicos. É importante também termos como base o paradigma da cooperação, muito mais do que o da competição, pois como estamos sentido na carne atualmente, a competição extrema não leva a vencedores a médio e longo prazo, mas sim a uma quantidade expressiva de perdedores. Temos como exemplo o fluxo de capital volátil e improdutivo circulando por todo o mundo, e a questão das mudanças climáticas cada vez mais distante de uma solução adequada , justa e sustentável para o nosso planeta.

E, finalmente, acreditamos no conceito de sustentabilidade. Não uma sustentabilidade restrita, convencional e desgastada pelo seu freqüente mau uso, mas sim por uma sustentabilidade ampla, a mais abrangente possível, mais participativa possível, a mais sincera possível, uma sustentabilidade radical para todos e, principalmente, para os políticos que desejam atuar como vanguarda nesses novos tempos.

É essa radicalidade de uma política sustentável e democrática o que o mundo, as cidades e os eleitores da cidade do Rio de Janeiro necessitam e querem. Cabe a nós, políticos, que escolhemos essa atividade tão importante e digna de representar a sociedade, implementar com a maior rapidez possível essa nova visão de mundo e da política e, como disse um famoso político brasileiro, antes que seja tarde demais.

Termino aqui minha fala, citando um pensamento com certeza já conhecido por todos nós: “A política é a mais nobre das vocações e, pode ser, se não tivermos cuidado e ética, a mais desprezível das profissões”.

Saudações Verdes para um Planeta Verde e uma Cidade do Rio de Janeiro Verde

Carta aos artistas Naifs do Rio de Janeiro


CARTA AOS ARTISTAS NAIF DO RIO DE JANEIRO
(Documento divulgado durante a campanha eleitoral de 2010)

A arte como um fator fundamental de expressão dos sentimentos e representação cultural do homem acontece desde os primórdios da civilização. As pinturas encontradas nas cavernas de Lascaux (França) e Altamira (Espanha) datam de mais de 15 mil anos atrás.

São conhecidas também pinturas da antiguidade como expressão social, encontradas nas civilizações chinesa, indiana, egípcia, e na arte indígena do sul, central e do norte do nosso novo mundo.

O Brasil é um dos maiores produtores de arte Naif, tanto em quantidade quanto em qualidade, tendo reconhecimento internacional, mas infelizmente não sendo valorizado da mesma forma aqui no Brasil.

Dito isso, convivo com o mundo da arte Naif desde criança quando acompanhava minha tia e mãe, Elisa Silveira, em reuniões de artistas plásticos ricas em criatividade , lideradas por Ivan Serpa e seus companheiros de Movimento, Helio Oiticica, Djanira, Grauben, Heitor dos Prazeres, Aluísio Carvão, Ligia Papi, Ligia Clark.

O Museu de Arte Naif é representante de fundamental importância por ser um dos poucos espaços que esse tipo de expressão artística encontra para sua divulgação e valorização.

Por isso mesmo, consideramos inadmissível que ela seja tratada como arte de menor valor apenas por representar o mundo de uma forma pictoricamente ‘ingênua’, não levando em conta regras tradicionais da pintura clássica como perspectiva e perfeição de desenho. Pelo contrário, a arte Naif tem sua importância pela riqueza de cores e movimento, além da capacidade de representar o imaginário popular de maneira tão espontânea que mais parece a arte e o sonho de criança.

O Partido verde sempre esteve comprometido com o objetivo de estimular a diversidade cultural e todas as propostas que contribuam nesse sentido em nosso país.

Sendo assim, proponho firmar um compromisso da minha candidatura a Deputado Federal do PV com o seguimento dos artistas Naif, no sentido de ser um interlocutor permanente no Congresso Nacional, propondo leis que incentivem a divulgação e profissionalização desse segmento.

Como itens básicos para a política cultural em questão, inicialmente temos a necessidade de:

• criar espaços para exposição de trabalhos,

• estimular as empresas a investirem em Projetos envolvendo a arte Naif,

• fortalecer a estrutura do Ministério da Cultura em relação às políticas culturais específicas para os grupos de artistas Naif e

• apoio a projetos que integrem a arte Naif à resolução de problemas sociais

• a manutenção e criação de instituições que promovam a arte Naif junto ao público em geral.

Coloco-me à disposição para receber sugestões ou discutir temas de relevância não mencionados nesta carta.

Desde já agradeço o apoio,

José Augusto Silveira
Candidato à Deputado Federal e Presidente do PV da Cidade do Rio de Janeiro

Contatos

EMAIL: ja.silveira@terra.com.br
facebook.com/jasilveira.pv
Tel.: (21) 9619-9331

Rio +20: Até onde vai o jogo da globalização?

Por Admar Branco (Jornalista)

Em 1992, ao atravessar o Aterro por uma passarela em frente ao Hotel Glória, (que trocou já de mãos), onde eu viria a me casar e batizar meu filho, imaginei os vários sentidos que teria o termo globalização para os visitantes do megaevento que ali se realizava.

Aprendo que o mundo globalizado amplia contrastes e desigualdades. “De um lado, a aquisição de produtos sofisticados por uma pequena elite conectada aos fluxos internacionais de dinheiro e comércio, existente em todos os países; de outro, a expansão de um contingente significativo de pobres e excluídos do acesso aos bens básicos.”(Alexandre de Freitas Barbosa. O mundo Globalizado. Contexto, 2007. p. 104)

De fato, e isso não é só um problema brasileiro, onde há vergonhosa concentração de renda e privilégios, um estudo realizado na área turística de Nosa Dua, em Bali, (estudo de François Vellas e Hervé Barioule: À partir des indicateurs du tourisme durable – Paris – Le bourget, 2000) comprova a pouca sensibilidade social visível nas entrelinhas de um planejamento pouco responsável com a matéria humana. Em meio a observações restritivas sobre tratamento de detritos sólidos e negligência quanto ao controle no consumo da água, percebe-se que fica de fora da preocupação qualquer medida protetiva aos trabalhadores envolvidos (convenções de trabalho) ou às crianças (turismo sexual).


Como a Rio+20 vai conseguir equalizar interesses tão díspares e tão desequilibrados em termos de forças?

Umas das duas principais propostas da Rio+20, é implantar a economia verde. Segundo José Eustáquio Diniz Alves, em seu artigo no Portal Ecodebate(*):

”A economia verde está relacionada diretamente a mudanças climáticas: produção e consumo com baixo carbono, eficiência energética, energia renovável, cidades sustentáveis, etc. Ou seja, o documento articula o conceito de “economia verde” como um complemento do “desenvolvimento sustentável” em seus 3 pilares – econômico, social e ambiental. Evidentemente, os dois conceitos são entendidos dentro da lógica das relações sociais reguladas pela propriedade privada, que condiciona o modo de produção da vida material em praticamente todos os países que estarão presentes na Rio + 20.”

De um lado, os interesses dos grandes grupos econômicos, de outro, o dos povos. De um lado, os interesses dos países desenvolvidos, de outro, dos países emergentes (ou em desenvolvimento).

É necessário, tanto quanto a sustentabilidade com relação ao meio ambiente, a preservação de alguns valores humanistas para um combate verdadeiro à exclusão social e ao trabalho infantil. A esperança está na sociedade civil global. Que tenha ela força para valores morais distintos dos valores econômicos das organizações multilaterais como FMI, Banco Mundial e OMC, defende Barbosa:

“No âmbito cultural, esfera privilegiada da vida em sociedade, presencia-se, de um lado, a emergência de uma mídia global e a padronização do consumo e dos gostos, enquanto de outro se cria uma resistência local, voltada para a proteção dos valores mais íntimos das comunidades: é o poder da identidade que se rebela contra a imposição de padrões homogêneos de comportamento e expressão cultural.”

Aí é que está uma forma de expressão de desejos que pode pender para o lado de uma globalização anuladora de identidades nacionais. Pergunte-se a um adolescente admirador de games eletrônicos o que pensa da possibilidade de perdermos nossa autonomia como Estado nacional, e a resposta pode vir bem rápido, na forma de uma pergunta bem clara: “Me diz uma coisa, tio: o preço de games como o Call of Duty vai cair, sem o imposto de importação?”.

Antes de oferecer resposta, expliquemos algumas condições impostas dentro do Nafta (North American Free Trade Agreement), ou Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio, que reúne Canadá, Estados Unidos e México, nascido, segundo alguns estudiosos, como resposta à formação da Comunidade Europeia, além de ajudar a enfrentar a concorrência da economia japonesa.

É importante saber que, mesmo dentro dos blocos econômicos, há disputas comerciais. Leia-se a reportagem com atenção:

México amplia exigências em disputa no Nafta

O México quer que os EUA liberem, totalmente, o tráfego de caminhões mexicanos, dando um passo a mais em suas exigências para terminar uma disputa comercial que começou esta semana com o vizinho.
O governo do México começou, ontem, a taxar uma série de produtos americanos como forma de retaliação à decisão de Washington de barrar o acesso parcial de caminhões mexicanos às estradas dos EUA.
Agora, a vice-ministra da Economia do México, Beatriz Leycegui, disse que Washington “tem de abrir o setor de transportes completamente, como já são obrigados a fazer”, pelas regras do tratado de livre-comércio da América do Norte.

(Valor Online, de 20/03/2009.)

Aí está a questão pendente: como reduzir tarifas e ao mesmo tempo proteger seus mercados?

Cada país trava sua batalha, nas mesas de negociação, para tentar controlar a balança comercial. Queremos uma riqueza que fique em nosso território, com distribuição de renda, que se metabolize no corpo de cada cidadão, virando alegria. Se for para continuar no subdesenvolvimento, manda adiar a conferência para daqui a mais 20 anos. See you later, alligator, volte na Rio +40.

Admar Branco, jornalista, compositor e cordelista, trabalhou em várias organizações como o Jornal O Globo, Jornal do Brasil, MULTIRIO, Associação Brasileira de Imprensa (ABI), e é ativista no Movimento Rio de Paz e em movimento pela guarda compartilhada dos filhos.

www.admarbranco.com

(*) Avanços, lacunas e a quadratura do círculo do Zero Draft da Rio + 20 (Portal EcoDebate)

Da Wikipedia e do Software Livre para os sistemas Humanos Cooperativa

Por Álvaro Nassaralla

Anotações da palestra proferida no Teatro Odeon, 02/dez/11, no evento 'Desafios da arte em rede' (http://culturadigital.org.br/programacao/)

Da Wikipedia e do Software Livre para os sistemas Humanos Cooperativa
From Wikipedia and Free Software to Cooperative Human System


Yochal Benkler – Autor do best seller “The Wealth of Networks” (A riqueza das redes)

Hoje, muitas estórias parelelas conseguem chegar a nós e todos as entendemos, com várias pessoas contando ao mesmo tempo, ao contrário de pouco tempo atrás onde só existia a grande mídia.

O mundo digital desbancou ‘instituições’ impressas como a Enciclopédia Britânica pela capacidade de armazenar e disponibilizar informação em quantidade e velocidade incríveis, e com a construção coletiva de conhecimento. Para Yochal, não foi a Encarta da Microsoft que substituiu a Enciclopédia Britânica, e sim a Wikipedia.

A economia criativa e a colaboração estão acontecendo. Há um processo de transformação, de transição, de processos centralizados para descentralizados. Veja a tabela abaixo:



Plataformas colaborativas para causas

O Ushahidi.com é um sistema de localização e mapeamento de refugiados, no qual as pessoas podem dizer onde estão os problemas.

Mais fundamental do que a tecnologia é o conceito, é a maneira de como olhamos para o mundo e fazermos as coisas acontecerem efetivamente. Por exemplo, o site Zagat que é um guia de restaurantes de várias cidades do mundo, em que a cotação é feita pelos próprios frequentadores.

Segundo o Wikipedia, o Zagat é:

“A ideia de criar um guia com base na opinião dos frequentadores, e não apenas na opinião dos críticos profissionais, e surgiu como resposta à acusação de que em geral os guias de restaurantes não reflectem os gostos e o sentimento da clientela, antes tendendo a seguir modas e as opiniões, nem sempre isentas, dos profissionais. Tomando como base os guias existentes, o casal Zagat decidiu incorporar no seu sistema de classificação dos restaurantes a opinião dos clientes, expressa através de uma sondagem na qual é atribuída uma classificação numérica a diversos aspectos de cada estabelecimento”.

Colaboração e motivação individual

No século XX, Taylor estudou os movimentos das pessoas durante o processo produtivo para otimizar as linhas de produção em série, e hoje chegamos a conclusão de que a melhor maneira de entender as pessoas é interpretá-las em suas motivações, ou seja, a motivação está dentro das pessoas e não pode ser gerada externamente.

A fábrica da GM Freemont foi fechada e aberta com os mesmos funcionários, só que dessa vez, eles eram acionistas e participavam nos lucros. Isso representa uma mudança de paradigmas, da era hierárquica para o cooperativismo.

Cooperativismo

A Escalada da violência nos EUA nos anos 70 levou à criação de políticas de policiamento comunitário para combater o crime, com as pessoas se comunicando rapidamente entre si e com as autoridades para acelerar as providências de segurança.

Está ocorrendo uma mudança do modelo onde todos querem ganhar com suas propriedades para modelos de cooperação ética como um método integrado de cunho técnico, organizacional, institucional e social.

Biologia

Em 1976, um dos maiores biólogos do mundo, Dawkins, desenvolveu uma teoria que dizia que se quisermos criar uma sociedade justa, onde todos cooperem e trabalhem juntos, devemos ensinar a generosidade para as pessoas, pois a biologia não irá colaborar pos nascemos egoístas e competitivos.

O aumento recente dos estudos que usam técnicas de neurobiologia dizem que já nascemos ‘infectados com genes’ cooperativos. Então, ao contrário de 30 anos atrás, os estudos científicos estão provando nossa capacidade de ser menos individualistas e mais colaborativos.

Antropologia, sociologia

Peter Kropotkin, no século XIX, escreveu o livro “Ajuda Mútua: Um fator de evolução”, em parte como resposta para o Darwinismo social. Segundo a Wikipedia, “ele concluiu que a cooperação e a ajuda mútua são os fatores mais importantes na evolução da espécie e na capacidade de sobrevivência”.

Devemos considerar a empatia e a solidariedade, considerando a idéia de que podemos ser mais criativos, mais autônomos.

Construindo Blocos

1. Comunicação – Enquadrando a situação

 Hummm! – fale como uma pessoa

 Litigação x mitigação

 Framing – As pessoas estão falando sobre o ‘jogo da comunidade’ e as pessoas passaram a cooperar (70%), mas no ‘jogo do Wallstreet’ as pessoas começaram a cooperar e depois pararam (30%) – precisamos aprender a criar sistemas para a sociedade: em uma situação cooperativa, você não precisa monitorar, pois as pessoas estão fazendo as coisas de dentro para fora, espontaneamente.

 Empatia – Solidariedade/Identidade grupal – As pessoas se comportam diferente quando se percebem fazendo parte de uma comunidade, elas não se sentem fazendo força, ou sacrifício.

 Orgânico

2. Direito, justo e normal (Right, fair and normal)

 Hume (Ética moral) – Na Wikipedia, por exemplo, quando o assunto entra em questões de fé e crenças, começamos a lutar com nossas normas individuais uns contra os outros;

 Conformismo e imitação – as pessoas tentam achar o normal, tentam achar padrões.

3. Confiança, justiça e reciprocidade (Trust, fairness and reciprocity)

 Experimentos mostram que a interatividade de situações como “pague o que quiser/achar justo” não deram muito certo por causa das diferenças entre ser justo e falta de punição – algumas pessoas precisam de punição para agirem dentro da normalidade.

 O modelo que está tendo melhor resultados é conseguir pessoas que acreditem no seu projeto , música, arte, etc, e possam colaborar e contribuir.

 O egoísmo científico é deixado de lado e aprendemos como criar sistemas humanos mais cooperativos e reconhecer a humanidade em cada um de nós.

Perguntas

Gilberto Gil:

Vou te dar 3 palavras para que você diga o que há de bonito e perigoso nelas: Google, Facebook, Wikileaks.

Yochal Benkler:

Google e Facebook: São ameaças para grandes plataformas cooperativas; O Google criou uma plataforma muito importante para compras, pesquisas, trabalharmos juntos, um conjunto de ferramentas. O Google está indo para plataformas móveis; ele é muito poderoso que pode vir a qualquer momento a ameaçar a privacidade, etc; O Facebook é um caso mais fácil porque é uma plataforma fantástica para a pessoas usarem, mas ao mesmo tempo é perigosa pois retira repentinamente ferramentas que as pessoas estão usando; temos de ter cuidado com o uso comercial de nossas informações pessoais.

O Wikileaks: Julian Assens, herói e vilão, vende suas informações para grandes corporações e doa informações para o mundo. O Wikileaks vem claramente cometendo atos de transparência, dados que são cada vez mais poderosos, mas o que vi na estória do wikileaks foi um tipo diferente de resposta ao governo americano de um ano atrás, desde que o Paypal bloqueou os pagamentos (doações?) ao Wikileaks.

Gilberto Gil:

França, Espanha, países asiáticos, EUA, e também aqui no Brasil, temos o governo se movimentando para regrar a web. O que você acha das atitudes invasivas do governo e dos direitos autorais? Vamos conseguir preservar a liberdade da web? O que você diria para poder nos engajarmos? Existe um risco de sermos complecentes e achando que estamos todos lá, agindo.

Yochal Benkler:

Existe um grande debate para como conseguir redes de tv transmitidas via wifi livre nos EUA para as próximas gerações. Com a cloud (computação em nuvem) podemos estar muito mais nas mãos das organizações comerciais de acesso à comunicação.

Gilberto Gil:

Você enfatizou muito que poderíamos lutar por tudo, que a tecnologia é uma questão politizada, e enfatizou que depende também da evolução do sistema cultural que tem aumentado para chegar a tal ponto de nos levar a um melhor uso da tecnologia. Não há um imperativo tecnológico que leve todos os processos que temos agora para uma situação melhor?

Yochal Benkler:

Acho que a tecnologia tem aspectos que podem tornar algumas coisas melhores e outras piores. A tecnologia básica não basta. Temos de ter pessoas que façam as coisas. A tecnologia está em aberto, há uma constante luta nas questões sociais e políticas. Mas tudo está em aberto, temos que lutar pelo amanhã. A luta continua.

Saúde e laranjas: Indignação de um Profissional de Saúde e, sobretudo, CIdadão


Fazendo uma analogia natural, comparo o nosso sistema de saúde com duas laranjas apodrecidas. A primeira das laranjas pertence ao sistema de saúde pública, o qual já está falido e completamente apodrecido faz muito tempo.

A segunda, fazendo novamente a analogia com essa saborosa fruta cítrica, corresponde a nosso sistema privado de saúde. Dessa vez, vamos dividi-la em duas bandas, ambas também podres.

A primeira banda consiste nos planos de saúde, completamente insensíveis quanto à realidade financeira de ambos, profissionais e usuários, tendo como objetivo o máximo lucro, utilizando-se do máximo de propaganda (muitas vezes enganosa) e o mínimo de sensibilidade social.

A segunda banda da laranja é constituída pelos profissionais da área de saúde que em diversas situações escorregam eticamente, executando procedimentos geralmente desnecessários, facilitando o uso e o abuso de exames laboratoriais, de imagens e outros. Esses escorregões, que inicialmente o profissional fazia na tentativa de equilibrar o seu orçamento doméstico, aos poucos se tornam um hábito e, de um ato de pura sobrevivência, transformam-se em uma estratégia altamente lucrativa.

O resultado dessa triste realidade é a existência de um sistema de saúde privado, caro, ineficiente e mesma fatal em muitos casos para os usuários.

Agravando a situação ainda mais, esperamos longos períodos para sermos atendidos nas clínicas especializadas para realizar os exames realmente importantes a nossa saúde.

Esperamos semanas ou meses, mas, para o nosso conforto, sentados em poltronas em nossas casas quando fazemos parte da previdência privada. Quando não temos esse relativo privilégio, como usuários da rede pública de saúde, esperamos pacientemente e às vezes extremamente revoltados e cansados nas filas intermináveis na frente dos hospitais do Governo.

Temos de nos conscientizar, refletindo criticamente, e passarmos para ações que possam modificar (e rapidamente) essa situação calamitosa das duas laranjas apodrecidas.

José Augusto Silveira, Dentista, Prof. Universitário e Pres. PV/Cidade do Rio de Janeiro

28/10/201

O que fazer para tornar minha cidade, meu município sustentável?


Fernando Frederico
out/11

O vereador de Jaú trouxe a experiência da cidade do interior paulista. Aborda a questão municipal, a partir do conceito de cidade sustentável.

“O que fazer para tornar minha cidade, meu município sustentável? É atuar no presente, satisfazendo as necessidades, preservando o direito das futuras gerações de satisfazerem suas necessidades. O desenvolvimento urbano só existe se for sustentável”.

Segundo Fernando Frederico, a intenção é pensar em como fazer políticas públicas, inserindo a questão ambiental em tudo. Ele ressaltou que uma das dificuldades é a aprovação de projetos de interesse ambiental. Frederico pontuou que, atualmente, Jaú coleciona ações civis públicas contra prefeitos, o que acaba por acuá-los e atrapalhar na adoção de medidas necessárias, porém impopulares.

Uma das sugestões de Fernando Frederico é que a Educação Ambiental deveria ser tratada como um conteúdo transdisciplinar, com a discussão do que é o bem ambiental: o direito de todos ao meio ambiente equilibrado. E que, segundo ele, para viabilizar esta educação, adultos precisam também de conscientização e sensibilização.

No trânsito, por exemplo, a tentativa é de sensibilizar a população a andar a pé. Ele critica que pula-se o processo de conscientização, e parte-se direto para o corte radical, multas e imposições.

Ele apontou algumas atitudes que podem fazer a diferença, tais como: ensinar a selecionar o lixo, cobrar procedimentos limpos, promover ações de educação, o dia municipal sem carro, o dia do carona, promovendo advertências, em tentativas de sensibilizar a população.

O vereador de Jaú sugeriu que o municípios desenvolvam incentivos fiscais, criem selos verdes municipais, com cobranças, fiscalização rigorosa. Por exemplo, a criação de um IPTU verde, que incentive a construção de prédios com menos impacto ambiental, que utilize, por exemplo, energia solar e captação da água da chuva.

Fernando Frederico explicou que foi, a partir das ideias de promover a conscientização de melhor utilização de recursos naturais, que surgiu a Licitação Verde (ver Box). Fernando Frederico citou como exemplo o momento da descrição dos bens e serviços que serão contratados: considerar e observar e respeitar o tripé ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.

Segundo ele, o objetivo da Licitação Verde é adquirir bens e serviços com maior ênfase no aspecto sustentável e menor no aspecto financeiro, “inclusive porque no aspecto financeiro, o produto sustentável acaba sendo mais barato”.

Num dos artigos da Licitação Verde, por exemplo, há obrigação de aquisição de lâmpadas de alto rendimento e que apresentem o menor teor de mercúrio e menor preço disponível no mercado. De acordo com Frederico, representa a economia de muitos reais em energia elétrica ao longo de um ano.

“Priorizar a aquisição de produtos e serviços de alta qualidade e desempenho é o que deve ser observado. Minimizar o consumo visando comprar o que somente vai ser consumido, adquirindo o estritamente necessário. Essas são as características da Licitação Verde”, definiu Fernando Frederico.

Segundo ele, a cidade sustentável possível é a que tem Licitação Verde, já que normalmente o maior comprador do município é a prefeitura. Se a prefeitura mudar seu procedimento nas licitações, adotando a Licitação Verde, Fernando acredita que isso vai, a médio e longo prazo, ser agente da mudança de comportamento dos fornecedores. “O que a Lei da Licitação Verde, dentre das inúmeras outras coisas, é obrigar a respeitar esse ciclo de vida do produto e não só a expressão numérica”, finalizou Fernando Frederico, em sua exposição na mesa redonda da Fundação.

BOX: Licitação Verde

• Fernando Frederico é autor de um projeto de lei que institui a Licitação Verde, exigindo procedimentos da administração pública com contrapartidas verdes.

• Foi levada a Câmara dos Deputados e Parlamento do Mercosul.

• A Licitação Verde integra considerações ambientais nos processos licitatórios da administração pública, estabelecendo critérios e princípios que precisam ser cumpridos.

• A justificativa do projeto tem sustentação legal para instituir obrigações ambientais, uma vez que a Lei Federal 8.666 das Licitações prevê que os municípios devem adotar ou escolher a proposta mais vantajosa. Qual a proposta mais vantajosa? As de considerações ambientais.

• A Licitação Verde virou a Lei 4356/99, de Jaú.

Ecologia Urbana, o Desafio das Cidades


Eduardo Jorge

Secretário do Meio Ambiente e do Verde na maior cidade brasileira, São Paulo, Eduardo Jorge está à frente dos desafios sustentáveis desde 2005.

Em sua palestra, apresentou o diagnóstico de que sim, é possível tornar uma cidade grande como São Paulo em um lugar melhor para se viver. Ele disponibilizou o diagnóstico que foi traçado e os pilares que precisaram ser desenvolvidos para viabilizar a tese de sustentabilidade.

Em primeiro lugar, estabelecer, na administração pública, diálogo entre secretarias,programas e projetos é fundamental.

Em relação ao desenvolvimento sustentável de uma cidade como São Paulo, Eduardo Jorge frisa que além de possível, é necessário. Uma vez que “só é possível preservar o pantanal, a floresta, o mangue e o cerrado pela cidade, porque é a cidade que consome a cidade da mesma forma que consome pantanal, mangues, florestas e é a partir das cidades, que se preserva o que se consome”.

A partir deste diagnóstico, Eduardo Jorge levantou que a pauta da agenda pública deve ser o combate ao aquecimento global, já que a questão climática ameaça a vida da espécie humana e tem impacto social, econômico e ambiental, conforme as bases do conceito de desenvolvimento sustentável. Até porque, segundo ele, “quem mora em torno da linha do Equador é que vai pagar mais rápido as imprevidências do capitalismo, do socialismo humano em relação à questão ambiental do desenvolvimento industrial dos séculos 19 e 20”.

Eduardo Jorge defende que a pauta do desenvolvimento urbano é fundamental para dialogar com a pauta-mãe, a do aquecimento global, e a partir disso, reorganizar as políticas públicas dentro dos governos federal, estaduais e municipais. “O Brasil ainda está muito atrasado nisso, enquanto fica dormindo em berço esplêndido, como o de costume. Assim é fundamental
arrumar dentro da nossa casa para que haja mais condições de se cobrar do governo federal, dos outros países.

Em oito exemplos concretos, Eduardo Jorge listou as principais ações que a prefeitura de São Paulo, Secretaria do Verde, está implementando, num programa horizontal de diálogo inédito com as demais secretarias.

As duas faces da questão climática: face A é a da mitigação, diminuir a emissão dos gases prejudiciais, colaborando para a eficiência energética.

A face B no Brasil é a que menos se fala. Trata-se da adaptação aos efeitos nocivos do aquecimento global.

FACE A

Dentro da necessidade de mitigação das emissões via eficiência energética, Eduardo Jorge listou quatro exemplos que vem sendo adotados em São Paulo.

1. Captação de gás metano de aterros sanitários Os gases produzidos em aterros sanitários são verdadeiras bombas para atmosfera. Porém, se esse biogás, que polui 22 vezes mais que o gás carbonico, for captado e destinado a produzir energia, há diminuição sistêmica na emissão de gás tão prejudicial como ainda ajuda na produção de energia elétrica.

Em São Paulo, são dois grandes aterros sanitários, bem organizados e controlados, bem licenciados. Por meio de licitação, a empresa ganhadora capta a emissão e produz energia elétrica. De acordo com Eduardo Jorge, as duas usinas de biogás produzem energia suficiente
para abastecer 600 mil pessoas.

Ele enfatizou que qualquer cidade, com mais de 500 mil habitantes, pode instalar um aterro decente, via licitação, em que a empresa responsável cuida do aterro, gera energia, e a prefeitura ganha ao emitir certificados de redução, podendo desta forma aplicar os recursos em projetos sociais. Ele citou que, em dois leilões, a cidade de São Paulo arrecadou R$ 70 milhões.

2. Diminuição da dependência do petróleo como fonte combustível Eduardo Jorge sustenta que é possível diminuir a dependência de combustível fóssil das frotas das cidades. A partir de uma lei municipal, aprovada em 2009, a Secretaria de Transportes é obrigada a substituir o diesel por combustíveis de fonte mais limpa de energia. Ele mencionou que a Secretaria de Transportes de São Paulo está com sete experiencias de substituição do diesel:

• Ônibus elétricos: recuperação da frota, com quase 180 ônibus rodando, com a volta da compra de ônibus elétricos.

• Etanol: primeira frota de ônibus rodando com etanol no Brasil. Atualmente, são 60 veículos, com objetivo de chegar a 100.

• Hidrogênio: experiência de utilização deste novo combustível.

• Ônibus híbrido: experiência também que agrega ônibus movidos a biodiesel e elétricos.

• Biodiesel: frota já rodando na cidade de São Paulo.

• Diesel da cana: já têm três ônibus, utilizando o diesel desenvolvido por engenharia genética, que produz o combustível a partir da fonte de energia mais limpa.

3. Inspeção Veicular

A inspeção veicular combate a poluição do ar e também o aquecimento global.

Faz-se necessário inspecionar motos, carros, caminhões e ônibus. Eduardo Jorge afirmou que cada moto polui o correspondente a cinco carros. Os carros consomem muito e poluem muito. As regras, que obrigam o dono do automóvel a inspecionar e regular seu veículo para mantê-lo dentro dos padrões de quando o veículo saiu da fábrica, já existem em outros países há 40 anos.

Segundo ele, esse programa de eficiência energética ataca em duas frentes a poluição:

a) diminuição da emissão de gases poluentes que agridem a atmosfera, além dos pulmões e corações das pessoas que moram nas grandes cidades;

b) gasto menor com o combustível por parte do dono do veículo.

De acordo com Eduardo Jorge, no primeiro balanço da inspeção veicular da cidade de São Paulo, concluiu-se que, ao realizar 3,5 milhões de inspeções veiculares, correspondeu a tirar virtualmente 1,5 milhão de veículos das ruas. Assim, diminui-se a poluição sem realmente tirar estes veículos de circulação.

Em 2009, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) refez as normas e deu dois anos de prazo para que os estados se adequassem a essas normas. Segundo Eduardo Jorge, o prazo das licitações venceu em junho de 2011, e nenhum Estado sequer fez a licitação para começar a inspeção veicular.

4 . Conceito de Cidade-compacta

A tese das cidades compactas é aquela em que há a otimização dos espaços. Atualmente, todos moram longe do trabalho, e a mobilidade urbana acaba por criar mais um nível de segregação social, em que os ricos andam de carro e os pobres, de ônibus. Todos gastando combustível fóssil.

De acordo com Eduardo Jorge, as cidades estão cada dia mais espalhadas, e os centros das cidades vazios, abandonados. No conceito de cidade compacta, os bairros são compartilhados,sem guetos, e o centro é expandido, otimizando a utilização de infraestruturas já instaladas de lazer, cultura, saúde.

“O conceito urbanístico das cidades compactas explora a teoria que as classes sociais devem compartilhar os bairros. Os guetos separados são as chocadeiras da violência, além de que o crescimento das periferias afeta diretamente as mananciais e as áreas de risco e esvazia os centros, numa amostra total de irracionalidade do ponto de vista social, econômico e ambiental”, enfatizou Eduardo Jorge, durante sua exposição de ideias.

FACE B

Ao abordar a fase de adaptação das cidades para os efeitos e as consequências do aquecimento global, Eduardo Jorge listou mais cinco exemplos que estão sendo adotados na cidade de São Paulo. Segundo ele, já que não há mais muito tempo para evitar que os danos ambientais cometidos tirem a vida das pessoas, a solução é adotar medidas que minimizem os efeitos colaterais do homem sobre o meio ambiente. No Brasil, principalmente, as soluções devem ser pautadas pelo elevado número de vítimas, por conta de enchentes e desmoronamentos.

• Arborização: na cidade de São Paulo, 1,5 milhão de árvores já foram plantadas. Como um dos efeitos, está a manutenção da umidade relativa do ar.

• Ampliar as áreas verdes das cidades: com isso, ampliam-se as áreas verdes permeáveis para absorver as águas das chuvas e evitar que haja alagamentos em pontos específicos.

• Criação de parques lineares: consiste em criar parques lineares no entorno dos córregos das cidades , uma vez que é um erro dos arquitetos e políticos construir nas áreas de várzeas. Como as várzeas já foram todas ocupadas, qualquer chuva já é motivo de desespero para o prefeito, dona de casa e comerciante. Há uma necessidade de garimpar as várzeas, recuperar algumas que ainda existem nas cidades, para mantê-las na sua função de escoamento da água das chuvas.

• Mapear as áreas de riscos das cidades: para Eduardo Jorge, este item é o mais importante, quando o assunto é referente ao enfrentamento dos desastres climáticos. São áreas com risco de desmoronamento, escorregamento e enchente. Eduardo Jorge ressalta a necessidade de elaboração de um diagnóstico detalhado de todas as áreas de risco, bem como proporcionar opções habitacionais para as pessoas que residem nestas áreas.

“Eu acho que este é o caso mais urgente. Você não pode deixar pessoas em áreas de enchente nem de escorregamento”, disse.

Ao ressaltar que este seria o “programa mais importante”, Eduado Jorge sugeriu a criação de um indicador: a de quantidade de mortos por 100 mil habitantes por desastres climáticos. “Devia estar escrito na parede das prefeituras e dos governos de estado quantas pessoas morreram (por 100 mil habitantes) nas cidades, nos estados. Devia ser o indicador máximo para avaliar a responsabilidade daquele governante. É responsabilidade dos governantes evitar as mortes de hoje. Não pode haver tolerância de uma morte sequer.

As autoridades precisam ser cobradas”, finalizou.

RUMO À RIO+20


Intervenção de José Augusto Silveira, Presidente do PV da Cidade do Rio de Janeiro e da Pensamento Ecológico, no encontro "Rumo à Rio +20: Ética e Responsabilidade por uma Nova Governança", com a participação do Ex-Primeiro Ministro da França, Michel Rocard.
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Estamos nos aproximando da Rio+20, terceiro encontro mundial de sustentabilidade, sendo que o primeiro deles, a Eco-92, foi realizada no Rio de Janeiro há duas décadas passadas em 1992.

Segundo o relato de Michel Rocard, Ex-Primeiro Ministro e Embaixador Especial da França, as avaliações dos resultados efetivos em relação às melhorias socioambientais resultantes dos primeiros dois eventos não são das mais favoráveis. Porém, como já vamos para mais um Encontro, talvez, em termos de estatísticas, teremos uma maior chance de melhor avaliação
futura.

Isso, evidentemente, é apenas uma brincadeira que faço aqui para tentar amenizar minha preocupação com o sucesso ou não da Rio+20.

Acredito, sinceramente, que se não houver mudanças consistentes na estruturação e planejamento do Encontro, uma estratégia inovadora, continuaremos a caminhar em passos de formiga enquanto as
questões socioambientais globais importantes se desenvolvem com a rapidez do deslocamento de um leopardo.

As repetições em qualquer área acabam se transformando em mesmice ou, no máximo, em meios para grupos obterem vantagens financeiras. Da mesma forma, assim acontece nos filmes seriados como, por exemplo, "O
Poderoso chefão 1, 2, 3"... "Planeta dos Macacos 1, 2, 3... ou mesmo no nas reeleições sucessivas dos mandatos dos políticos.

Portanto, falta pouco tempo para que possamos produzir uma estratégia inteligente e criativa para a Rio+20. Penso que talvez não devamos nos inspirar somente no comportamento da maioria dos políticos e empresários convencionais para termos sucesso nessa empreitada.

Precisamos de muita criatividade, muito desprendimento em relação aos nossos interesses pessoais. Enfim, uma postura coletiva realmente forte e um outro paradigma de comportamento social. Trago como sugestão a possibilidade de procurá-lo na imaginação criativa característica dos artistas em geral.

Vamos à luta pela sustentabilidade do nosso planeta com muito amor, garra e principalmente inspirados por esse campo imenso de criatividade fora da mesmice atual do nosso mundo. Vamos usar e abusar da genialidade
mágica das artes.

Galeria José Augusto Silveira / Série Xerox-1992

Série Xerox n.1 /1992
Superposição

Técnica mista (Caneta sobre papel e tinta acrílica)

Série Xerox n.2 /1992
Animalidade

Técnica mista (Caneta sobre papel e tinta acrílica)


Série Xerox n.3 /1992
Orgânico

Técnica mista (Caneta sobre papel e tinta acrílica)

Série Xerox n.4 /1992
Flutuação orgânica

Técnica mista (Caneta sobre papel e tinta acrílica)

Série Xerox n.5 /1992
Fluxo e refluxo

Técnica mista (Caneta sobre papel e tinta acrílica)


Série Xerox n.6 /1992
Máscaras insurgentes

Técnica mista (Caneta sobre papel e tinta acrílica)


Série Xerox n.7 /1992
Brotação

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.8 /1992
Estrutura perfurante

Nanquim


Série Xerox n.9 /1992
Naif geométrico

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.10 /1992
Naif orgânico

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.11 /1992
Pássaros negros

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.12 /1992
Estrutura em rede

Nanquim e tinta acrílica


Série Xerox n.13 /1992
A Louca

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.14 /1992
Úteros

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.15 /1992
Pássaro negro

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.16 /1992
Avestruz

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.17 /1992
Barco e lua

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.18 /1992
Caras e caros

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.19 /1992
Complementares

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.20 /1992
Cosmogonia

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.21 /1992
Grumo

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.22 /1992
Menstruação

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.23 /1992
Orgânico 2

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.24 /1992
Orgânico 3

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.25 /1992
Oriental

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.26 /1992
Pulsante

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.27 /1992
Sem nome 1

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.28 /1992
Sóis

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.29 /1992
Velas

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.30 /1992
Garça

Técnica mista (Caneta sobre papel)



Série Xerox n.31 /1992
Amigos

Técnica mista (Caneta sobre papel)



Série Xerox n.32 /1992
Pôr do sol

Técnica mista (Caneta sobre papel)



Série Xerox n.33 /1992
Borboleteando

Técnica mista (Caneta sobre papel)



Série Xerox n.34 /1992
Tempos de criança / Pierrot

Técnica mista (Caneta sobre papel)



Série Xerox n.35 /1992
Tempos de criança / Gabriel

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.36 /1992
Tempos de criança / Monstro em azul

Técnica mista (Caneta sobre papel)



Série Xerox n.37 /1992
Tempos de criança / Maternidade

Técnica mista (Caneta sobre papel)



Série Xerox n.38 /1992
Tempos de criança / Aquário

Técnica mista (Caneta sobre papel)


Série Xerox n.39 /1992
Tempos de criança / Zoossincretismo

Técnica mista (Caneta sobre papel)